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quarta-feira, 1 de março de 2017

Em liberdade, Bruno revela mágoa com o Flamengo: 'Gostaria de ter recebido uma carta'

Em liberdade, Bruno revela mágoa com o Flamengo: 'Gostaria de ter recebido uma carta'

Em liberdade após uma liminar concedida pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-goleiro Bruno falou pela segunda vez com a imprensa após deixar a prisão. Entrevistado pela Rádio Itatiaia, ele revelou uma mágoa com o elenco do Flamengo de 2009, que conquistou o título brasileiro. Para Bruno, seus companheiros deveriam ao menos ter lhe enviado uma carta.
"Eu gostaria de ter recebido no mínimo uma carta daquele grupo de 2009 do Flamengo, com o qual fomos campeões brasileiros. Na verdade eu não quero nada de nenhum deles, mas naquele momento ali (seria importante), independentemente se Patrícia Amorim [ex-presidente do Flamengo] tivesse proibido, como alguns falaram para mim na época que proibiu. Mas se fosse com qualquer um deles, independentemente do que tivesse acontecido, eu mandaria uma carta. Seria até mais radical e iria lá visitar. Independentemente se o cara errou. 'Posso não concordar com o que você fez, mas vim aqui te ver'. Faltou prestar solidariedade. Eu só queria uma carta daquele pessoal", declarou.
 
Com passagens pelo Atlético Mineiro, Corinthians e Flamengo, o ex-atleta disse que não estava preparado para o sucesso.
 
"O cara quando é muito pobre e se depara com o sucesso tão rapidamente, não consegue administrar. Eu mesmo não estava estruturado. A pessoa deixa se levar. E mesmo a Ingrid [esposa] me falando tantas vezes e chamando minha atenção, eu tinha que estar com o coração aberto para ouvir. Mas eu achava que eu colocando coisas materiais em casa já era suficiente, mas não é bem assim não. Até falo para as pessoas hoje que não é preciso de muito para sermos felizes. Para mim a coisa mais importante hoje é o amor e a família", indicou.
 
Bruno foi preso no dia 7 de julho de 2010 sob a suspeita de ter sido o responsável pelo desaparecimento da modelo Eliza Samúdio, que era sua amante. No dia 8 de março de 2013, foi condenado à 22 anos e três meses de prisão por assassinato e ocultação de cadáver, além do sequestro e cárcere privado do filho, de quem não tinha reconhecido a paternidade. O corpo de Eliza ainda não foi encontrado.

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