segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Governo investirá R$ 100 milhões em equipamentos esportivos, diz titular da Setre

 



O secretário Davidson Magalhães, titular da da Secretaria do Trabalho, Emprego e Renda do Estado da Bahia (Setre), disse que o Governo da Bahia vai investir R$ 100 milhões nos próximos 12 meses em equipamentos esportivos, seja em reformas ou novos empreendimentos. A declaração foi dada durante entrevista ao programa "Isso é Bahia", na rádio A Tarde 103,9 FM, com Fernando Duarte e Jefferson Beltrão, na manhã desta segunda-feira (16).

 

"Nesses próximos 12 meses, o governo vai investir R$ 100 milhões em novos equipamentos esportivos, recuperação de equipamentos esportivos e a construção de novos equipamentos esportivos, isso só na área diretamente da Setre, fora Educação, que está sendo construído diversos complexos esportivos em todo o estado da Bahia", afirmou.

 

Davidson exaltou a política de esporte da Bahia, que inclui programas como o Bolsa Esporte e o Faz Atleta. Para ele, o sucesso dos atletas baianos nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 não foi à toa. A nadadora de maratona aquática Ana Marcela Cunha, o boxeador Hebert Conceição e o canoísta Isaquias Queiroz voltaram do Japão com uma medalha de ouro cada um, enquanto Beatriz Ferreira foi prata também no boxe.

 

"Realmente vivemos momento importante no esporte baiano", disse. "Isso não é à toa. Temos uma política de esportes na Bahia e poucos estados do Brasil tem um conselho de esporte funcionando. Tem uma política que vai da inclusão social através do esporte com vários programas. São mais de R$ 10 milhões em programas inclusão social através do esporte, de iniciação esportiva até o esporte de alto rendimento, que é exatamente sobre o Bolsa Esporte, que pode atender até 139 atletas, no valor de R$ 1,2 milhão, o dobro da edição anterior. São para 37 modalidades olímpicas e 21 paralímpicas", completou.

 

Ele também falou dos programas de iniciação do esporte, importantes para revelar novos talentos. E destacou que existe um esforço do estado em relação a projetos desse intuito.

 

"Nós estamos com um convênio, um termo de cooperação técnica com a Confederação Brasileira dos Jogos do Esporte Estudantil, que cuida exatamente dessa parte da área estudantil. Temos uma parte dos universitários e temos essa outra que pega exatamente os ensinos fundamental e médio. Nós vamos fazer uma preparação de professores e instrutores, que é o termo de cooperação técnica que nós temos para que incentive e não termos só apenas infra-estrutura física, mas também a política de incentivo, além das próprias competições. Temos articulações com todas as federações de apoio às competições das diversas modalidades. São essas competições que terminam por apresentar, projetar esses atletas", comentou.

 

Segundo Davidson, um dos principais desafios do governo é informar aos atletas a existência dos programas e dos equipamentos disponíveis.

 

"Os instrumentos que nós temos já são suficientes. Precisa dar acesso aos atletas para esses instrumentos. Grande parte dos atletas não sabem nem que esses instrumentos existem. Estamos fazendo esforço muito grande, onde nessas áreas são identificados esses núcleos para esses atletas, fortalecer a atividade nesses núcleos que é da iniciação e dar espaços para essa projeção dos atletas e estrutura", pontuou.

 

Questionado sobre o êxodo dos grandes atletas baianos para outros estados, como no caso de Isaquias Queiroz e de Ana Marcela Cunha, o titular da Setre explicou que a saída deles é por questão de patrocinadores.

 

"O que é que acontece? Por exemplo, Isaquias, um exemplo concreto, medalhista de ouro. Ele surgiu num programa Remando no Rio de Contas, que é um programa da Setre, Sudesb, naquela região. Aliás, foram construídos já dois centros de canoagem (em Itacaré e Ubaitaba), está sendo construído mais um terceiro que vai ser entregue agora no mês de setembro (em Ubatã). E vão ser construídos mais dois núcleos de canoagem em Camamu e Maraú. O que dá um exemplo, que estamos com uma política de incentivo. Isaquias surgiu aí. Adiante, quando o atleta surge termina aparecendo clubes e empresas, que patrocinam. Eles são ligados às federações, que terminam articulando a participação desses atletas em competições internacionais, e grande parte dessas confederações e empresas tendo centros de treinamentos fora da Bahia", falou.


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