Maior ídolo da história do Bahia, o ex-jogador Bobô disse o que o meio-campista Everton Ribeiro precisa para ser eternizado no “Olimpo” do Tricolor baiano. O deputado estadual pelo PC do B concedeu entrevista exclusiva ao bahia.ba na manhã desta quinta-feira (9) durante a cerimônia de anúncio das ações e investimentos para o esporte no estado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), no Centro de Boxe e Artes Marciais da Bahia Waldemar Santana, no Largo de Roma, em Salvador.
“Óbvio que para ele chegar a ser um grande ídolo do Bahia precisa de um grande título. Acho que isso é um processo que está se construindo. Espero que isso aconteça, porque ele é merecedor, já conquistou títulos importantes vestindo a camisa de outros clubes. Eu desejo muito que ele conquiste um título muito importante, um título nacional, um título internacional com a camisa do Bahia, porque ele é uma referência e referência precisa ser trata bem e com respeito”, afirmou em entrevista ao bahia.ba.
Bobô rasgou elogios ao capitão e atual dono da camisa 10 do Esquadrão de Aço. Ele admitiu ter se emocionado com a homenagem feita ao atleta antes da bola rolar no jogo contra o Palmeiras, no último domingo (5), na Arena Fonte Nova, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar da derrota do time baiano por 2 a 1, a partida ficou marcada pelo mosaico exibido nas arquibancadas com a gigante imagem do meia com a frase: “o que nos cura todo dia é o Bahia”, dita pelo ex-assessor do clube, Bruno Queiroz, que morreu vítima de câncer em 2025. Poucos meses depois, o atleta sofreu com a mesma doença, mas na tireoide.
“Homenagem linda, eu me emocionei até. Bacana demais o reconhecimento da torcida com um ídolo do Bahia”, iniciou. “Hoje é uma grande referência técnica, não só do Bahia. Acho que Everton Ribeiro é uma referência técnica para o futebol brasileiro, que se perdeu muito disso. Não se tem mais os meias com a qualidade que ele tem”, afirmou Bobô.
“É um grande problema que o futebol brasileiro precisa resolver, a formação da base. Estamos copiando um modelo europeu e isso não cabe para a gente. Temos mais de 200 milhões de habitantes, milhares e milhares de jovens praticando atividades esportivas e o futebol ainda é o mais praticado nesse país. A gente precisa entender que o futebol brasileiro é diferente e se tornou diferente, porque não é igual aos outros, nunca foi. Nós tínhamos os melhores jogadores, os melhores atletas em tudo que é posição. Hoje a gente já não tem muito disso, somos muito iguais. E o Everton é uma referência que eu sempre pego. Dos jogadores atuais, não importa a idade dele, ainda consegue ser o cara que diferencia, trata bem a bola, podemos dizer assim”, completou.
Bobô foi o principal protagonista do Bahia na conquista do título do Campeonato Brasileiro de 1988. Referência técnica daquele time comandado pelo técnico Evaristo de Macedo, a sua camisa 8 se tornou lendária, sendo vista pelo torcedor tricolor como uma espécie de camisa 10 para os outros clubes.
Contratado em 2024, Everton Ribeiro tem vínculo com o Bahia até o final deste ano. Aos 36 anos, ele acumula 130 jogos pelo Tricolor, marcou 10 gols, deu 19 assistências e conquistou os títulos do Campeonato Baiano de 2025 e 2026 e da Copa do Nordeste também em 2025, além de ajudar o time a se classificar no Brasileiro de 2024 para Libertadores após 35 anos de ausência.
Eliminado da principal competição continental precocemente na atual temporada, o Tricolor ainda vai estrear na Copa do Brasil e ocupa o quinto lugar na tabela de classificação do Brasileiro com 17 pontos, oito a menos do que o líder Palmeiras. No próximo sábado (11), às 18h30, o Esquadrão de Aço enfrenta o Mirassol, fora de casa, pela 11ª rodada da liga nacional.
Fonte: bahia.ba
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