A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou uma mudança relevante no regulamento de transferências do Brasileirão. A partir da temporada de 2026, jogadores poderão defender um clube da Série A por até 12 partidas e, ainda assim, se transferirem para outra equipe da mesma divisão.
Até a edição atual do Campeonato Brasileiro, o limite era bem mais restritivo: quem ultrapassasse seis jogos ficava automaticamente impedido de atuar por outro clube da Série A no mesmo campeonato. Com a nova regra, a restrição só passa a valer a partir do 13º jogo.
A alteração está diretamente ligada à reformulação do calendário nacional. Com o Brasileirão previsto para começar já no fim de janeiro e se estender até dezembro, a CBF entendeu que o modelo anterior engessava o mercado muito cedo, especialmente nos primeiros meses da competição.
Impacto no planejamento dos clubes
Na prática, a mudança dá mais fôlego às diretorias para ajustes de elenco ao longo do primeiro trimestre da temporada. Em anos anteriores, um jogador que atuasse com frequência já atingia o limite de seis jogos logo nas primeiras rodadas, o que dificultava negociações pontuais ou correções de rota.
Clubes como Bahia e Vitória, por exemplo, passam a ter mais margem para lidar com imprevistos, como lesões, oscilações técnicas ou oportunidades de mercado, sem a necessidade de decisões apressadas logo no início do campeonato.
Segundo a CBF, a flexibilização busca tornar o sistema mais compatível com a duração da Série A em 2026 e oferecer maior equilíbrio ao mercado de transferências, sem comprometer a integridade esportiva da competição.
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