Um Honda NSX de 1991 utilizado por Ayrton Senna durante a temporada em que conquistou seu terceiro título mundial de Fórmula 1 será leiloado neste sábado (31), em Londres, na Inglaterra. O esportivo vermelho, que aparece em registros históricos do piloto brasileiro, pode ser vendido por mais de R$ 5 milhões, segundo a estimativa divulgada para o leilão organizado pela RM Sotheby’s.
O veículo é um dos exemplares disponibilizados pela Honda para uso pessoal de Senna em Portugal, onde o brasileiro mantinha uma residência na região de Quinta do Lago. Além do modelo vermelho, identificado pela cor Formula Red, o tricampeão tinha outros dois NSX pretos à disposição.
A ligação do carro com o piloto inclui um episódio da temporada de 1991. Senna utilizou o esportivo para se deslocar até o circuito de Estoril, onde disputou o Grande Prêmio de Portugal e terminou na segunda colocação, depois de largar em terceiro.
O automóvel também ganhou destaque fora das pistas. Uma fotografia mostra o brasileiro lavando o NSX vermelho com uma mangueira, vestido com camisa social e calça jeans. O mesmo exemplar apareceu no documentário Ayrton Senna: Racing Is In My Blood, lançado em 1992, em imagens nas quais o piloto acelera o veículo.
Senna participou do desenvolvimento do modelo
A relação entre Ayrton Senna e o Honda NSX não se limitou ao uso pessoal. O piloto também colaborou com os engenheiros da fabricante japonesa durante a fase de testes do esportivo.
Em fevereiro de 1989, quando estava no Japão para testar um carro de Fórmula 1 da McLaren, Senna recebeu um convite para avaliar um protótipo do NSX. Após dirigir o veículo, apontou que a estrutura precisava de maior rigidez.
A observação levou a Honda a intensificar os testes, incluindo avaliações no circuito de Nürburgring, na Alemanha. Ao longo dos oito meses seguintes, os engenheiros conseguiram aumentar a rigidez estrutural do modelo em 50%, além de realizar ajustes na suspensão.
O NSX chegou ao mercado japonês em setembro de 1990 e se destacou pela construção de sua carroceria monobloco inteiramente em alumínio, uma inovação entre os automóveis produzidos em série na época.
A parceria de Senna com a Honda havia começado em 1987, quando a montadora fornecia motores à Lotus. A relação continuou na McLaren, equipe pela qual o brasileiro conquistou seus três títulos mundiais, em 1988, 1990 e 1991.

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